Fantástico: Terremotos, o que está acontecendo com o Planeta Terra? - Pretog News
Pretog News: Fantástico: Terremotos, o que está acontecendo com o Planeta Terra?

Terremotos na China, ciclones em Miamar, tornados no Estados Unidos, a Terra está em turbulência. Como esses desastres em proporções catástróficas afetam a nossa vida no planeta?
Isso e muito mais é o que foi possível ver na reportagem desse domingo, 18 de Maio, no Fantástico. Os vídeos das reportagens sobre esses desastres você pode ver abaixo na íntegra.



E no Brasil, será que existe algum vulcão? Existem vários! Mas felizmente estão extintos há dezenas de milhões de anos. Os mais conhecidos ficam na Amazônia, no Rio Grande do Norte, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, na região de Poços de Caldas.

“Foram identificados basicamente pela geologia, através de fotos de satélite, imagens de satélite”, afirma Jorge Luiz de Souza, doutor em geofísica – Observatório Nacional.

Se o Chaitén estava adormecido no Chile e acordou depois de sete mil anos, qual a chance de um dos nossos vulcões no Brasil pregar um susto desses na gente?

“Como o Brasil está no centro da placa tectônica, não existem processos de reativação. É muito pouco provável que um vulcão será reativado, porque nós não temos nessa região produção de calor devido ao atrito das placas. Então, é quase que a probabilidade é quase que nula de acontecer um vulcão pelo menos um processo do tipo que acontece no Chile ou na região andina”, afirma o doutor.



O tremor que assustou São Paulo, no dia 22 de abril, foi em um dos pontos da placa onde há várias pequenas falhas. Aquele terremoto chegou a 5,2 graus na escala Richter e foi sentido também no Rio, no Paraná e em Santa Catarina.

“É como se o tremor em São Paulo fosse as vibrações causadas por um impacto de um copo que cai de uma mesa. Proporcionalmente o terremoto da China equivaleria as vibrações do impacto de um cofre caindo de um prédio de cinco ou dez andares. O terremoto da China tem uma força, uma energia 30 mil vezes maior do que o tremor que ocorreu em São Paulo”, explica Marcelo Assunção, professor de sismologia – USP.

O que diminuiu o impacto do terremoto de São Paulo foi a localização do epicentro: 10 quilômetros abaixo do fundo do mar, a 215 quilômetros da costa. Se o epicentro fosse mais perto do continente, o tremor poderia ter feito mais estragos, como rachar paredes e comprometer construções.

Outra diferença do tremor brasileiro para o chinês foi a duração do impacto. “No caso da China, o terremoto em si, fica emitindo vibrações durante dois minutos. Aqui como o terremoto foi de magnitude pequena, quando as pessoas percebem que tem alguma coisa diferente já acabou”, afirma o professor.



Não é hora de festa e a chama olímpica vai adormecer. O revezamento da tocha será suspenso por três dias. Luto oficial na China, tempo de chorar os mortos.

Mas, em meio às ruínas, a vida resiste com uma força surpreendente. Na barriga da mãe, um sobrevivente que ainda vai nascer e se juntar a outras crianças que escaparam do terremoto. Um bebê passou horas nos escombros protegido pelos braços da avó, que morreu.

A turma de heróis do jardim da infância foi tão valente quanto à senhora Qin Zhengxiu. Em 95 anos de vida, ela nunca tinha sentido a terra tremer. Às 14h28 da última segunda-feira a natureza mostrou sua força.

Você já viu no Fantástico: o planeta é como um ovo cozido, que fica com a casca trincada sem se soltar. Assim é a crosta terrestre, formada por placas tectônicas que ficam encostadas umas às outras, em um eterno processo de acomodação. É a pressão entre essas placas que provoca os terremotos.

O sul da China fica próximo ao encontro de duas placas continentais e por isso é vulnerável a tremores fortes.

Cálculos recentes indicam que o terremoto de segunda-feira atingiu oito pontos na escala Richter. Teve seu epicentro na província de Sichuan e reverberou com efeitos devastadores ao longo de uma fissura geológica de 250 quilômetros de extensão. Nos últimos dias, mais de quatro mil tremores secundários foram sentidos na região.

A China não é um país assim tão acostumado a terremotos. O último que causou destruição tinha sido há 32 anos. Agora a maior população do planeta precisa aprender a recomeçar e reconstruir a vida de cinco milhões de desabrigados.

Há brasileiros na província de Sichuan, a região mais atingida. Faz 15 dias que Vanderlei se mudou para o 13º andar. “No segundo dia eu vim aqui pegar umas roupas, sentei no sofá tentei ligar para minha esposa. Aí o prédio sacudiu de novo. Aí eu larguei o telefone e corri o mundo”, conta Vanderlei Soares, técnico em calçados.

Depois do susto, Vanderlei se juntou aos amigos brasileiros para ser voluntário e ajudar as vítimas da tragédia. Agora eles vão organizar a distribuição das doações. Vão conhecer o nome e o rosto de pessoas tratadas como números da tragédia.

“Minha família, fique tranqüila. Eu estou bem e de tão bem que eu estou, com isso, estou conseguindo ajudar algumas pessoas que precisam aqui na China”, diz Sandro Machado, técnico em calçados.

Os chineses agradecem a solidariedade de brasileiros que cruzaram o mundo para aprender que a vida pode mudar em poucos segundos.

“Meu primeiro terremoto e espero que seja o último”, comenta Vanderlei.



Depois de um sono profundo que durou milênios, um gigante despertou, cuspindo cinzas a 12 mil metros de altura. O céu e a terra se uniram por uma coluna de cinzas e monstruosas descargas elétricas, decorrentes da intensa atividade vulcânica.

O Chaitén era dado como morto e ninguém foi capaz de prever a súbita ira do vulcão andino, nem o próprio governo do Chile.

Nunca se pensou que Chaitén, a cidade que nasceu vizinha ao vulcão, pudesse ser um lugar perigoso, confessa ao Fantástico a ministra chilena da Habitação e Urbanismo, Patrícia Poblete.

“Há sete mil anos que não se tem uma erupção neste vulcão”, diz a ministra.

Os moradores foram retirados às pressas, antes que fossem engolidos pela nuvem de cinzas.

“Deixamos o gato, o cachorro... Não sei se estão vivos ou mortos”, diz uma moradora.

“Só tenho este sapato e a roupa do corpo”, diz o morador que nasceu em Chaitén. O resto? “Perdi tudo, tudo, tudo".

É a história que outras sete mil pessoas têm para contar. As pessoas que moravam perto do vulcão estão hoje vivendo em cidades da redondeza, como em Puerto Montt, que fica em um lugar mais seguro, a cerca de 200 quilômetros de Chaitén.

Um colégio público foi transformado em abrigo para 90 pessoas, entre elas, 30 crianças. No dia em que chegamos ao abrigo, a TV não trazia boas notícias. As cinzas do vulcão represaram o rio que cortava a cidade.

Chaitén, que antes temia ser soterrada por um mar de lava, foi então castigada pela força das águas. Até o início do mês, o lugarejo era conhecido como uma tranqüila estância de águas termais, no alto da cordilheira dos Andes, salpicada de montanhas de fogo.

A maioria dos vulcões se localiza nas bordas das placas tectônicas. O vulcão Chaitén fica no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma parte da Terra que concentra dois terços dos vulcões. Neste círculo, a placa que está abaixo do oceano mergulha sob a placa continental.

Lá embaixo, parte dela é absorvida pelo manto plástico, uma camada geológica muito quente e transformada em magma.

Magma é a rocha líquida das profundezas da Terra. Ao entrar em contato com a superfície, o magma vira lava.

No caso do Chaitén, por enquanto, o que se vê não é lava, mas uma nuvem de sedimentos que se espalha pela América do Sul. Vôos foram cancelados no Uruguai. Buenos Aires foi encoberta por uma manta de cinzas e outra vasta extensão do território argentino sofre os efeitos da erupção.

Para chegar até lá, não há vôos regionais, também cancelados. Tivemos então que rodar 1.400 quilômetros, cruzando áreas desertas e cobertas pela neve. Nosso destino: a cidade de Esquel. Ali as cinzas cobriram até o topo das montanhas. É a região da Argentina que está sendo mais atingida pelas cinzas do vulcão.

Nós estamos no sul do país, a cerca de 1.800 quilômetros de Buenos Aires, perto da fronteira com o Chile. Hoje está chovendo aqui e chovendo cinza vulcânica.

São gotas d’água misturadas a uma poeira fina, que agora está sendo lançada pelo vulcão.

As cinzas se acumulam pelas ruas e calçadas aqui da cidade. É como se fosse uma areia, bem fininha, cinza.

As pessoas estão assustadas. “São partículas tão fininhas que, ao respirá-las, vão direto para os pulmões”, diz uma moradora argentina.

Enquanto isso, do outro lado da fronteira, o gigante mostra ao mundo que está vivo, espalhando medo ao sabor do vento.

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