Mac cresce 300% no mercado em 2007 - Pretog News
Pretog News: Mac cresce 300% no mercado em 2007

Analistas deveriam saudar os esforços corporativos da Apple e só não o fazem por culpa da própria Apple.

“A Apple saiu de quase nenhum mercado no meio corporativo [em 2007] para alcançar 4,2%. Colocando as coisas em perspectiva, o Windows Vista só foi capaz de conquistar 6,3% do mercado corporativo, apesar de seu pesado marketing e posição dominante”, comenta Jason Mick em artigo publicado no DailyTech.

Mick pergunta-se se tais números indicam a existência de um Mac OS próximo de atingir um sistema operacional da Microsoft e, se sim, por quê isso não foi manchete em cada coluna de tecnologia, considerando que cada vez que o OS X ganha mercado, mesmo que em parcelas quase insignificantes, o feito é pesadamente noticiado.

“O motivo é que, apesar do sucesso, os analistas têm dado pouca importância ao fato e quase sempre, mais do que alguns gostariam de admitir, são esses analistas que ditam o que vai virar notícia. E os analistas não gostam dos esforços da Apple em âmbito corporativo. (…) A Apple simplesmente não tem respeito por analistas de negócios como solução corporativa séria. As opiniões dos analistas sobre a Apple no mercado doméstico e as opiniões dos mesmos analistas sobre a Apple no mercado corporativo são como o dia e a noite”, pondera Mick.

Segundo ele, a única coisa que importa em análise de mercado são os números frios. “No que diz respeito aos números de vendas, parece que os analistas deveriam saudar os esforços corporativos da Apple e talvez zombar de seus esforços no mercado doméstico, no qual seus ganhos têm [comparativamente] sido muito menos brilhantes. Infelizmente, parece que eles têm feito o oposto”.

Mais detalhes no artigo completo de Mick.

“[Esse] problema de percepção é inteiramente culpa da Apple e a evidência disso é a notável ressurreição da marca dentre os consumidores. A Apple faz muito bem o que a Microsoft faz muito mal: propaganda. A Apple inunda o horário nobre da TV com comerciais do iPhone, do iPod touch e do MacBook Air e com aqueles hilários comerciais ‘Get a Mac’ que fazem troça do PC. O marketing da Apple é simples, memorável e focado nos benefícios para o usuário. Com o sucesso das Apple Stores e a popularidade do iPod como fatores adicionais, não é surpresa que o marketing funcione tão bem”, comenta Joe Wilcox em artigo publicado no eWeek.

O outro lado da moeda — o marketing em âmbito corporativo —, no entanto, praticamente não existe, comenta ele. “O marketing funciona e a equipe de executivos de [Steve] Jobs [diretor-presidente da Apple] sabe disso. Então por quê faz tão pouco no mercado corporativo? É escolha da Apple. Para qualquer empresa que venda produtos, percepção é tudo. Com o silêncio da Apple, as revendas de PCs e os gerentes de TI doentes por informação estão livres para perpetuar mitos sobre a viabilidade do negócio do Mac. Existe a percepção de que o Mac não é compatível e que são difíceis de gerenciar”.

Para Wilcox, o fator-chave que pode mudar essa desfocada percepção é o iPhone. “Muito disso vai depender do iPhone software 2.0, de sua capacidade de sincronização com o Exchange, da expansibilidade do kit de desenvolvimento de software (SKD) e de se a Apple vai ou não fazer algum marketing corporativo de verdade para seus produtos. Mesmo sem o marketing, o iPhone tem apelo corporativo suficiente para aumentar a exposição dos produtos Apple nos departamentos de TI”.

Baseado nisso, diz Wilcox, não há desculpa para que uma marca com tal apelo perante o consumidor e que vende software de nível empresarial tenha tão pouca penetração nesse meio. “Percepções negativas sobre o Vista colocam o Windows em uma posição vulnerável. Uma vez que muitas empresas têm que comprar hardware novo e enfrentam problemas de compatibilidade com aplicações, diminui a vantagem do Windows no quesito custo. A Apple não pode deixar passar essa oportunidade de venda corporativa. Há muito a Apple deixou passar a chance de limpar a crosta de sujeira na percepção corporativa”.

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