Fotos da Perícia no apartamento de Alexandre Nardoni, de onde Isabella Nardoni foi arremessada
O "Jornal da Globo" mostrou na madrugada desta terça-feira as fotos feitas pela perícia do apartamento de onde a menina Isabella foi jogada, na zona norte de São Paulo. O programa ainda apresentou detalhes do inquérito que apontam para diferenças entre os depoimentros de vizinhos e do pai e madrasta de Isabella - Google Black
| Reprodução/ TV Globo |
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No quarto de Isabella, os brinquedos da menina na estante. A cama parece revirada, com um edredom branco. Um baú da personagem Hello Kitty, um velocípede também aparecem no cômodo
O quarto que parece ser o dos meninos aparece sem a rede de proteção cortada, removida pela perícia. Na cama, uma mancha tem cor compatível com uma mancha de sangue.
As fotos mostram ainda a cozinha do apartamento da família Nardoni. e o carro de Alexandre, um Ford Ka de cor prata, que foi lacrado pela polícia.
| Reprodução/ TV Globo |
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Inquérito
O "Jornal da Globo" também teve acesso ao inquérito do caso, que tem mais de 200 páginas. Nele, um morador do prédio, primeiro a ligar para o resgate, diz que assistia TV na sala com a porta da varanda de vidro aberta. Por volta das 23h35, aproximadamente, ouviu gritos ao longe de uma criança, dizendo três vezes seguidas: "papai, papai, papai... pára, pára.". Cerca de cinco minutos depois, ouviu um estrondo.
| Reprodução/ TV Globo |
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Depois de cessarem os gritos, acha que passaram de cinco a oito minutos até que passou a ouvir uma mulher gritando.
Depoimentos do casal
Reportagem do "Jornal Nacional", da Rede Globo, revelou na noite desta segunda-feira parte do conteúdo do depoimento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni.
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| Casal saiu da prisão na última sexta-feira |
Anna Carolina teria dito à polícia que às 23h30 da noite do sábado, 29 de março, o casal, Isabella e os dois filhos chegaram ao prédio. Alexandre teria levado Isabella para o apartamento e 10 ou 12 minutos depois teria retornado à garagem para levar os outros dois filhos e a mulher.
Ainda segundo a madrasta de Isabella, quando Alexandre voltou ao apartamento notou que aluz do corredor estava acesa, ao contrário do que havia deixado ao sair, e perguntou por Isabella. O casal teria então percebido que a tela de proteção estava rasgada e viu a menina caída no jardim. Alexandre teria pedido à Anna que ligasse imediatamente para o seu pai.
Anna teria dito ainda que não notou falta de objeto no apartamento no momento. Disse somente que uma câmera fotográfica digital sumiu, mas não sabe dizer se foi roubada.
Em seu depoimento, Alexandre Nardoni teria confirmado a versão de Anna. Disse que ao subir com Isabella, colocou-a na cama e arrumou o quarto de seus outros dois filhos. Afirmou que deixou a janela entreaberta e que a rede de proteção estava intacta.
Ele afirma que ficou cinco minutos no apartamento. Ao entrar, notou as luzes acesas e pingos de sangue no chão. Viu que a janela estava totalmente aberta e a rede estava cortada. Ao ver a filha, disse ter ficado chocado e desceu pelo elevador com sua mulher. Ao chegar no jardim, percebeu que sua filha ainda estava viva, mas que não respondia. Ele afirma ter pedido à vizinhos que ligassem para o resgate.
Roupas de Isabella
| Reprodução |
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| Roupas de Isabella foram entregues à polícia |
Segundo Martins, essas são as últimas peças que ainda não haviam sido entregues. "Todas as roupas do Alexandre já foram entregues", disse.
Saída da prisão
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A saída de Anna Carolina foi marcada por protestos de um pequeno grupo que estava em frente à delegacia. Logo depois foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito.
Segundo informações da polícia, Anna Carolina soube da decisão da Justiça pela televisão ainda quando estava na cela. Ela teria chorado muito.
Também sob protestos e muita confusão, Alexandre Nardoni, de 29 anos, pai de Isabella e que estava detido no 77º Distrito Policial (DP), localizado no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, foi solto por volta das 14h35 do mesmo dia (leia mais aqui).
Para TJ, pai e madrasta não atrapalham investigação. O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, argumentou em sua decisão que Alexandre e Anna Carolina não deram nenhuma prova de que possam comprometer, dificultar ou impedir a apuração das investigações, no despacho em que deferiu o pedido de habeas-corpus do casal.
Em sua decisão, o desembargador aponta ainda que o fato de Alexandre e Anna Jatobá terem se apresentado espontaneamente pesou em favor da decisão.
No despacho, Almeida aponta que a prisão temporária é uma medida excepcional, "tolerada apenas nas hipóteses precisamente fixadas em lei, imperiosa à apuração da autoria do fato criminoso e à produção de provas que se tornariam inviáveis com os investigados em liberdade".
O caso
| AE |
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No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.
O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.
O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".
Marcadores: Caso Isabella







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